Jovem percorre ruas de Macapá levando alimento e esperança a animais abandonados
Jovem percorre ruas de Macapá levando alimento e esperança a animais abandonados
No ritmo acelerado das ruas de Macapá, uma cena chama a atenção: um jovem em uma pequena scooter elétrica carrega mais do que apenas um condutor. Alexander Ataíde, de 30 anos, transporta esperança em forma de marmitas. Morador do bairro Muca e profissional da área da saúde, ele é o rosto por trás de uma iniciativa que prova que a empatia não exige grandes estruturas — apenas uma decisão genuína de ajudar.
O compromisso de Alexander com a causa animal não é recente. A história começou em 2010, movida por um sentimento que ele resume em uma palavra: amor. Sem apoio de ONGs, patrocínios ou verbas públicas, ele assumiu para si a responsabilidade de ser a voz de quem não pode pedir ajuda.
“Eu faço isso porque amo os animais, porque não consigo fechar os olhos para o sofrimento deles. Não é obrigação, é humanidade”, afirma.
Ao longo de 16 anos, Alexander realizou resgates, encaminhou animais para castração e buscou lares que oferecessem a dignidade que as ruas negaram a cães e gatos em situação de abandono.
Marmitas de solidariedade
Há cerca de quatro anos, a iniciativa ganhou ainda mais força. Nas horas vagas, Alexander passou a preparar diariamente cerca de 30 marmitas compostas por ração e água, destinadas exclusivamente aos animais que vagam famintos por diferentes bairros da capital amapaense.
A ação é realizada de forma totalmente independente, sem apoio institucional, alcançando diversas regiões da cidade.
Desafios e resistência
A realidade, no entanto, é dura. Atualmente desempregado, Alexander mantém o projeto com recursos próprios, utilizando parte do pouco que recebe e de suas economias pessoais para comprar ração e suprimentos.
A limitação do transporte — uma bicicleta elétrica — também impõe desafios: ele não consegue levar mais do que 30 marmitas por dia. Ainda assim, isso não o impede de chegar onde o abandono dói mais.
Mesmo com dificuldades financeiras e estruturais, a iniciativa segue firme, mostrando que a solidariedade pode ser mais forte do que a falta de recursos.
Uma via de mão dupla
Para Alexander, o projeto não transforma apenas a vida dos animais, mas também a própria.
“Quando vejo um animal se alimentando, meu coração se acalma. É como se a dor dele desse uma pausa. Sinto alívio porque sei que ele não vai dormir com fome”, relata, emocionado.
O gesto simples de alimentar um cão ou um gato abandonado se transforma em cura emocional, tanto para quem recebe quanto para quem doa.
Como ajudar
Alexander não se vê como herói. Ele prefere ser visto como um exemplo de que a mudança começa no indivíduo. Seu objetivo é inspirar outros moradores de Macapá a olharem com mais empatia para a realidade do abandono animal.
Quem quiser contribuir pode ajudar com doações de ração, apoio em tratamentos veterinários ou auxílio logístico.
Contatos:
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Instagram: @alexanderataider
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WhatsApp: (96) 99903-8440











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