Tribunal do Júri de Macapá julga, nesta terça (10), caso de homicídio do policial penal José Éder Ferreira Gonçalves

Tribunal do Júri de Macapá julga, nesta terça (10), caso de homicídio do policial penal José Éder Ferreira Gonçalves

Tribunal do Júri de Macapá julga, nesta terça (10), caso de homicídio do policial penal José Éder Ferreira Gonçalves

Mais de quatro anos após o crime, o Tribunal do Júri de Macapá realiza, nesta terça-feira (10), o julgamento do caso que apura o homicídio qualificado do policial penal José Éder Ferreira Gonçalves, morto em 2021 após ser atingido por uma facada no pescoço. A ré é a viúva, Maria Darcy Farias Moraes Gonçalves.

O julgamento está marcado para iniciar às 8h, no Fórum de Macapá, e deve contar com uma extensa fase de instrução em plenário. Estão previstas as oitivas de quatro testemunhas de acusação, quatro informantes, a exibição de uma reprodução de mídia com depoimento, além de três testemunhas de defesa e um perito. A ré será a última a ser interrogada.

O crime

De acordo com o processo, o homicídio ocorreu na manhã de 12 de novembro de 2021, no apartamento onde o casal residia, no residencial Vitória Régia, no bairro São Lázaro, zona norte de Macapá. Na época, José Éder tinha 44 anos, estava na Polícia Penal desde 2003 e passava por um processo de separação conjugal.

As investigações apontam que, antes do crime, vítima e acusada teriam discutido. Durante a manhã, o policial penal chegou a enviar mensagens de áudio a familiares, relatando a situação. O episódio foi presenciado pelo filho do casal, então com 14 anos, que buscou ajuda após o ocorrido.

Prisão e versões

Maria Darcy foi presa em flagrante e, posteriormente, teve a prisão convertida em preventiva. Ainda em 2021, ela obteve o direito de responder ao processo em liberdade, com uso de monitoramento eletrônico.

Na época do crime, a acusada alegou que o casal estava em processo de separação por conta de um suposto relacionamento extraconjugal do policial. Já a família de José Éder afirma que Darcy era violenta e demonstrava ciúmes excessivos do marido.

Legado

José Éder Ferreira Gonçalves atuava na Polícia Penal desde 2003 e teve o nome utilizado para batizar o pavilhão de segurança máxima do Instituto de Administração Penitenciária do Amapá (Iapen), como forma de homenagem.

O julgamento desta terça-feira deve ser decisivo para esclarecer as circunstâncias do crime e definir a responsabilidade penal da acusada no caso que chocou a sociedade amapaense.