Polícia Civil desmonta rede criminosa de golpes virtuais no Amapá durante a Operação “Elos”
Polícia Civil desmonta rede criminosa de golpes virtuais no Amapá durante a Operação “Elos”
A Polícia Civil do Estado do Amapá, por meio da Delegacia de Repressão à Fraude Eletrônica (DRFE), deflagrou a Operação “Elos”, que resultou na desarticulação de uma organização criminosa responsável por uma série de golpes aplicados pela internet no estado.
A ação foi dividida em duas fases. Na primeira, os investigadores utilizaram avançadas técnicas de investigação telemática para rastrear e interceptar celulares usados na prática dos crimes. Já na segunda etapa, foram cumpridos mandados de busca e apreensão, com a coleta de diversos aparelhos telefônicos. O material apreendido permitiu à polícia identificar a função de cada integrante do grupo e compreender detalhadamente o modo de operação da organização.
De acordo com o delegado Nícolas Bastos, os principais autores dos golpes são presidiários, e a estrutura do grupo explica o nome da operação.
“A investigação revelou como cada parte da corrente se ligava: os presos aplicavam os golpes pela internet, os familiares infiltravam celulares nas celas e os jovens cuidavam da logística nas ruas para receber os produtos. Esse mapeamento detalhado mostrou que o grupo agia de forma muito organizada para enganar a população”, afirmou.
Segundo a Polícia Civil, o apoio externo era coordenado por uma mulher que possui laços familiares diretos com detentos — sendo filha, irmã e companheira de presos. Ela era responsável pela logística de ilícitos, garantindo a entrada de celulares e drogas no IAPEN (Instituto de Administração Penitenciária do Amapá), possibilitando a continuidade dos golpes virtuais de dentro do sistema prisional.
A mulher chegou a ser presa em flagrante ao tentar entrar no presídio portando maconha e cocaína, mas a Justiça concedeu prisão domiciliar por ela ter filhos menores. Atualmente, ela utiliza tornozeleira eletrônica e está proibida de realizar visitas em unidades prisionais.
Outro elo fundamental da organização era um jovem responsável por coordenar o recebimento físico dos bens obtidos das vítimas. A polícia interceptou mensagens em que ele admitia saber que estava sendo procurado e combinava com comparsas estratégias para esconder mercadorias e provas dos crimes.
Ao todo, sete pessoas foram indiciadas pelo crime de fraude eletrônica. As investigações continuam, e a Polícia Civil não descarta novas fases da operação para identificar outros envolvidos e ampliar o desmantelamento da rede criminosa.
A Operação “Elos” reforça o combate aos crimes cibernéticos no Amapá e evidencia a sofisticação das organizações criminosas que atuam de forma integrada entre o sistema prisional e o meio externo.











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